quarta-feira, 25 de março de 2009
CINEMA DE ANIMAÇÃO
O Cinema de Animação é um gênero que atrai milhares de espectadores há décadas.O primeiro filme de longa metragem de animação registrado é “Branca de Neve e os sete anões”,de Walt Disney.Esse filme foi realizado em 1939,uma verdadeira obra de arte.Baseado nos contos dos irmãos Grimm,Disney levou para as telas uma história que emociona até os dias atuais.E sua qualidade técnica é impressionante,se levarmos em conta que tudo foi feito pela mão humana,sem os recursos existentes atualmente.Disney foi um pioneiro,um gênio em seu campo.Depois de “Branca de Neve...” seguiram-se vários outros:”Fantasia”,”Cinderela”,”A Bela Adormecida”,”Bambi”....Mesmo após sua morte,os Estúdios Disney mantém a qualidade e a capacidade de emocionar públicos de todas as idades,claro que contando com os recursos tecnológicos disponíveis.Atualmente,os filmes de animação são realizados utilizando-se computação gráfica e outras técnicas já explanadas em nosso BLOG.Como exemplo,podemos citar os excelentes “Shrek”,”Madagascar”,entre outros.O Cinema de Animação permanece vivo e em constante evolução,e ocupa parte importante na história da “Sétima Arte”.
CASAIS INESQUECÍVEIS DAS TELAS
O Cinema sempre nos emocionou ao contar grandes histórias de amor,amores impossíveis,amores realizados ou não....amores imortalizados....Vamos relembrar alguns destes aqui....
Comecemos pelo clássico “Casablanca”....Humphrey Bogart e Ingrid Bergman pode ser considerado uns dos mais belos casais das telas....”We still have Paris....”,ao som de “As time goes bye”....nos emociona até hoje...
Vivien Leigh e Clark Gable,Scarlett O’Hara e Rett Butler,o amor conturbado entre esta mulher forte e determinada e o bon vivant ,em plena Guerra Civil norte-americana...
O que seria de Audrey Hepburn no filme “Bonequinha de Luxo” sem o beijo final, debaixo de chuva, em George Peppard?
E mais pobre certamente seria o cinema caso não pudesse contar com a parceria entre Ginger Rogers e Fred Astaire que resultou em dez filmes musicais. Eles cantavam e dançavam e, como bem traduziu Katharine Hepburn: ele dava classe a ela, ela sex appeal a ele.
Talvez os mais emocionantes à medida que na maior parte das vezes não têm um final feliz, os amores impossíveis estão entre os mais apreciados pelo público em geral- e há quem garanta que estes são os mais parecidos com a vida real. Quantas almas solitárias não se solidarizaram com o dilema vivido por Francesca, interpretada por Meryl Streep, com relação ao seu amor pelo fotógrafo, vivido por Clint Eastwood, em “As Pontes de Madison?......E muitos outros...Afinal,o Cinema é a arte da emoção,e nada melhor do que uma bela história de amor para fazê-lo...
Comecemos pelo clássico “Casablanca”....Humphrey Bogart e Ingrid Bergman pode ser considerado uns dos mais belos casais das telas....”We still have Paris....”,ao som de “As time goes bye”....nos emociona até hoje...
Vivien Leigh e Clark Gable,Scarlett O’Hara e Rett Butler,o amor conturbado entre esta mulher forte e determinada e o bon vivant ,em plena Guerra Civil norte-americana...
O que seria de Audrey Hepburn no filme “Bonequinha de Luxo” sem o beijo final, debaixo de chuva, em George Peppard?
E mais pobre certamente seria o cinema caso não pudesse contar com a parceria entre Ginger Rogers e Fred Astaire que resultou em dez filmes musicais. Eles cantavam e dançavam e, como bem traduziu Katharine Hepburn: ele dava classe a ela, ela sex appeal a ele.
Talvez os mais emocionantes à medida que na maior parte das vezes não têm um final feliz, os amores impossíveis estão entre os mais apreciados pelo público em geral- e há quem garanta que estes são os mais parecidos com a vida real. Quantas almas solitárias não se solidarizaram com o dilema vivido por Francesca, interpretada por Meryl Streep, com relação ao seu amor pelo fotógrafo, vivido por Clint Eastwood, em “As Pontes de Madison?......E muitos outros...Afinal,o Cinema é a arte da emoção,e nada melhor do que uma bela história de amor para fazê-lo...
domingo, 15 de março de 2009
POSTERS DE CINEMA
POSTERS DE CINEMA -ANOS 40
Os austeros anos 40 foram ricos na criação de posters,utilizados para atrair público para a produção cinematográfica da época.Tais posters são verdadeiras obras de arte,cultuados até os dias de hoje,e levavam glamour e luxúria para um mundo embrutecido pelos ares da Segunda Guerra.
A maioria desses posters utilizava cores vivas e brilhantes ,inclusive aqueles que divulgavam filmes noir,de estética sombria,e em preto e branco.
Uma das muitas obras-primas produzidas nos anos 40,”Casablanca”,possui um dos posters mais cultuados da época que,junto com os posters de filmes noir,são objetos de disputa entre os colecionadores atuais.Vale ressaltar que tais posters foram produzidos em uma época de contenção de despesas dos estúdios,por causa da guerra e,a maioria deles,eram pobres e sem imaginação.
Apesar dessa falta de recursos,as deusas da época foram muito bem retratadas.Rita Hayworth,por exemplo,tinha suas ilustrações criadas pelo artista italiano Anselmo Ballester,que trabalhava nos estúdios da Columbia,em Roma.Suas ilustrações,especialmente as feitas para a “Dama de Shangai”(1948) e “Gilda”,tornaram-se Cult para colecionadores modernos.
Muitos posters europeus do período foram criados e,normalmente,assinados por artistas populares da época,que estavam preparados para que sua obra ultrapassasse as fronteiras dos posters de filmes.Seus trabalhos,em geral,entravam em conflito com a abordagem mais tradicionalista dos estúdios americanos.Esta diferença é bem exemplificada pelos posters do filme “Double Indemnity”(1944).O público americano foi agraciado com uma imagem romântica de Fred MacMurray abraçando Barbara Stanwyck.Já o distribuidor europeu encomendou a um artista espanhol,Lopez Reiz,um poster surrealista,mostrando McMurray em uma câmara de gás,um pouco antes de sua execução,rodeado por demônios de sua imaginação,a cena com a qual o filme originalmente terminaria,mas que foi refeita por ter sido considerada muito sombria.
Os filmes europeus também foram agraciados com belíssimas obras de arte em forma de posters.Artistas britânicos estão entre os melhores deste gênero.
O neo-realismo italiano,que começou com “Obsessione”(1942),apresenta uma visão crítica e austera da sociedade italiana do pós-guerra.Entretanto,”Ladri di Biciclette”(1948) e “Stromboli”(1949)foram promovidos com posters com ilustrações quentes e passionais,enfatizando o caráter humanitário dos filmes.São produções do artista Ercole Brini.
Os posters europeus dos anos 40 são difíceis de encontrar,pois foram destruídos ou usados para outros fins.Os que restauram foram restaurados e impressos em mapas descartáveis e suplementos.Foram encontrados posters de filmes britânicos impressos até mesmo atrás de folhetos de propaganda da campanha eleitoral de Winston Churchill,em 1945.
Nos EUA,muitos posters americanos desta época possuíam uma abordagem levemente vulgar.Era a época das pin-ups,e a imagem em posters de atrizes como Betty Gable,em “Moon over Miami” tornaram-se clássicos,assim como outros posters que expunham o gênero pin-up(tema já abordado em nosso BLOG).
Notáveis exceções podem ser vistas nesse período:a obra –prima em formato de poster para o filme “The Grapes of wrath”(1940) é um exemplo.
Os anos 40 conheceram também o sucesso do mestre Hitchcock.Seus filmes de suspense,como Notorious(1946) e outros,inspiraram alguns dos melhores posters da época.O exemplo clássico talvez seja “Spellbound”,mostrando Gregory Peck e Ingrid Bergman;e o poster francês para “Notorious”.
Vale lembrar que,com os parcos recursos da época,a maioria dos posters eram impressos em tiragem limitada e em preto e branco.Apenas os grandes estúdios tinham condições de imprimi-los em cores.
Finalmente,deve-se ter em mente que a maioria dos melhores filmes dos anos 40 foram realizados em condições inimagináveis para os dias atuais.E os posters podem ser considerados uma homenagem a este trabalho árduo,que rendeu filmes de qualidade única.Os anos 40 foram uma das épocas mais ricas do Cinema.
Os austeros anos 40 foram ricos na criação de posters,utilizados para atrair público para a produção cinematográfica da época.Tais posters são verdadeiras obras de arte,cultuados até os dias de hoje,e levavam glamour e luxúria para um mundo embrutecido pelos ares da Segunda Guerra.
A maioria desses posters utilizava cores vivas e brilhantes ,inclusive aqueles que divulgavam filmes noir,de estética sombria,e em preto e branco.
Uma das muitas obras-primas produzidas nos anos 40,”Casablanca”,possui um dos posters mais cultuados da época que,junto com os posters de filmes noir,são objetos de disputa entre os colecionadores atuais.Vale ressaltar que tais posters foram produzidos em uma época de contenção de despesas dos estúdios,por causa da guerra e,a maioria deles,eram pobres e sem imaginação.
Apesar dessa falta de recursos,as deusas da época foram muito bem retratadas.Rita Hayworth,por exemplo,tinha suas ilustrações criadas pelo artista italiano Anselmo Ballester,que trabalhava nos estúdios da Columbia,em Roma.Suas ilustrações,especialmente as feitas para a “Dama de Shangai”(1948) e “Gilda”,tornaram-se Cult para colecionadores modernos.
Muitos posters europeus do período foram criados e,normalmente,assinados por artistas populares da época,que estavam preparados para que sua obra ultrapassasse as fronteiras dos posters de filmes.Seus trabalhos,em geral,entravam em conflito com a abordagem mais tradicionalista dos estúdios americanos.Esta diferença é bem exemplificada pelos posters do filme “Double Indemnity”(1944).O público americano foi agraciado com uma imagem romântica de Fred MacMurray abraçando Barbara Stanwyck.Já o distribuidor europeu encomendou a um artista espanhol,Lopez Reiz,um poster surrealista,mostrando McMurray em uma câmara de gás,um pouco antes de sua execução,rodeado por demônios de sua imaginação,a cena com a qual o filme originalmente terminaria,mas que foi refeita por ter sido considerada muito sombria.
Os filmes europeus também foram agraciados com belíssimas obras de arte em forma de posters.Artistas britânicos estão entre os melhores deste gênero.
O neo-realismo italiano,que começou com “Obsessione”(1942),apresenta uma visão crítica e austera da sociedade italiana do pós-guerra.Entretanto,”Ladri di Biciclette”(1948) e “Stromboli”(1949)foram promovidos com posters com ilustrações quentes e passionais,enfatizando o caráter humanitário dos filmes.São produções do artista Ercole Brini.
Os posters europeus dos anos 40 são difíceis de encontrar,pois foram destruídos ou usados para outros fins.Os que restauram foram restaurados e impressos em mapas descartáveis e suplementos.Foram encontrados posters de filmes britânicos impressos até mesmo atrás de folhetos de propaganda da campanha eleitoral de Winston Churchill,em 1945.
Nos EUA,muitos posters americanos desta época possuíam uma abordagem levemente vulgar.Era a época das pin-ups,e a imagem em posters de atrizes como Betty Gable,em “Moon over Miami” tornaram-se clássicos,assim como outros posters que expunham o gênero pin-up(tema já abordado em nosso BLOG).
Notáveis exceções podem ser vistas nesse período:a obra –prima em formato de poster para o filme “The Grapes of wrath”(1940) é um exemplo.
Os anos 40 conheceram também o sucesso do mestre Hitchcock.Seus filmes de suspense,como Notorious(1946) e outros,inspiraram alguns dos melhores posters da época.O exemplo clássico talvez seja “Spellbound”,mostrando Gregory Peck e Ingrid Bergman;e o poster francês para “Notorious”.
Vale lembrar que,com os parcos recursos da época,a maioria dos posters eram impressos em tiragem limitada e em preto e branco.Apenas os grandes estúdios tinham condições de imprimi-los em cores.
Finalmente,deve-se ter em mente que a maioria dos melhores filmes dos anos 40 foram realizados em condições inimagináveis para os dias atuais.E os posters podem ser considerados uma homenagem a este trabalho árduo,que rendeu filmes de qualidade única.Os anos 40 foram uma das épocas mais ricas do Cinema.
sexta-feira, 6 de março de 2009
CINEMA,VEÍCULO DE CONSCIENTIZAÇÃO
Já vimos aqui o Cinema utilizado na Educação ,no Marketing,etc.Muitas são as aplicações úteis que podemos dar aos filmes.
Filmes de caráter social,que transmitam mensagens de solidariedade(com temas sobre a fome na África ou a violência nas ruas do Brasil,por exemplo,podem ser utilizados como exemplos de filmes que servem de ilustração a campanhas institucionais.
Outros exemplos seriam filmes que falam sobre minorias,os deficientes físicos por exemplo.Tais filmes ajudam a entender melhor a realidade dessas pessoas,para que preconceitos sejam superados.
Podemos citar “Filhos do Silêncio”,que aborda a surdez.A atriz principal,surda,Marlee Matlin,inclusive,ganhou o Oscar em....
Em “Perfume de Mulher”,Al Pacino faz o papel de um cego....
Enfim,o Cinema,por ser uma forma de linguagem que abrange diversos públicos,pode e deve ser utilizado como veículo de popularização de campanhas institucionais,e mostrar exemplos de vida das ditas minorias,combatendo o pré-conceito e a discriminação
Já vimos aqui o Cinema utilizado na Educação ,no Marketing,etc.Muitas são as aplicações úteis que podemos dar aos filmes.
Filmes de caráter social,que transmitam mensagens de solidariedade(com temas sobre a fome na África ou a violência nas ruas do Brasil,por exemplo,podem ser utilizados como exemplos de filmes que servem de ilustração a campanhas institucionais.
Outros exemplos seriam filmes que falam sobre minorias,os deficientes físicos por exemplo.Tais filmes ajudam a entender melhor a realidade dessas pessoas,para que preconceitos sejam superados.
Podemos citar “Filhos do Silêncio”,que aborda a surdez.A atriz principal,surda,Marlee Matlin,inclusive,ganhou o Oscar em....
Em “Perfume de Mulher”,Al Pacino faz o papel de um cego....
Enfim,o Cinema,por ser uma forma de linguagem que abrange diversos públicos,pode e deve ser utilizado como veículo de popularização de campanhas institucionais,e mostrar exemplos de vida das ditas minorias,combatendo o pré-conceito e a discriminação
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
SEAN CONNERY
Nome Completo: Thomas Sean Connery
Natural de: Edimburgo, Escócia
Nascimento: 25 de Agosto de 1930-
Ganhou em 1987 o Oscar de melhor ator coadjuvante, por sua atuação em "Os intocáveis".Na minha opinião,o melhor 007 até hoje....
Curiosidade:
Antes de se tornar um ator,Sean Connery teve diferentes empregos:entregador de leite,motorista de caminhão,trabalhador braçal,modelo vivo na Edinburgh College of Art,polidor e construtor.Tentou ingressar na Marinha,mas foi dispensado por problemas de saúde.Aos 23 anos,o destino lhe coloca a escolha..ser jogador de futebol ou ator...
Nome Completo: Thomas Sean Connery
Natural de: Edimburgo, Escócia
Nascimento: 25 de Agosto de 1930-
Ganhou em 1987 o Oscar de melhor ator coadjuvante, por sua atuação em "Os intocáveis".Na minha opinião,o melhor 007 até hoje....
Curiosidade:
Antes de se tornar um ator,Sean Connery teve diferentes empregos:entregador de leite,motorista de caminhão,trabalhador braçal,modelo vivo na Edinburgh College of Art,polidor e construtor.Tentou ingressar na Marinha,mas foi dispensado por problemas de saúde.Aos 23 anos,o destino lhe coloca a escolha..ser jogador de futebol ou ator...
GARY COOPER
Gary Cooper (1901-1961) foi uma das grandes Estrelas* de Hollywood, com uma carreira que durou cerca de 40 anos, vencedor por duas vezes do Oscar* de melhor ator e cinco nomeações, com mais de 100 filmes realizados.Todos o conheciam por “Coop”, e o seu primeiro grande sucesso é "Agora ou Nunca"/ “The Virginian” em 1929. Outros filmes memoráveis :Marrocos/ 1930Adeus às Armas /1932Lanceiros da ìndia /1935Amor sem fim/ 1935desejo/ 1936Adorável Vagabundo /1941Sargento York/1941Por quem ossinosdobram/1943Vontade Indômita/ 1949entre outros....Gary Cooper* foi o ator escolhido para interpretar Rhett Butler em "E o Vento Levou”. Cooper rejeitou o convite, dizendo: "Vai ser o maior desastre comercial a que Hollywood já assistiu".Enganou-se.E esperaria até 1952, ano de “High Noon”, para ver consagrada a sua carreira.- Recebeu 5 indicações ao Oscar de Melhor Ator, por "O Galante Mr. Deeds" (1936), "Sargento York" (1941), "Ídola, Amante e Herói" (1942), "Por Quem os Sinos Dobram" (1943) e "Matar ou Morrer" (1952). Venceu em 1941 e 1952.- Ganhou um Oscar honorário em 1961, concedido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas em homenagem à sua carreira.- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator - Drama, por "Matar ou Morrer" (1952).
Gary Cooper (1901-1961) foi uma das grandes Estrelas* de Hollywood, com uma carreira que durou cerca de 40 anos, vencedor por duas vezes do Oscar* de melhor ator e cinco nomeações, com mais de 100 filmes realizados.Todos o conheciam por “Coop”, e o seu primeiro grande sucesso é "Agora ou Nunca"/ “The Virginian” em 1929. Outros filmes memoráveis :Marrocos/ 1930Adeus às Armas /1932Lanceiros da ìndia /1935Amor sem fim/ 1935desejo/ 1936Adorável Vagabundo /1941Sargento York/1941Por quem ossinosdobram/1943Vontade Indômita/ 1949entre outros....Gary Cooper* foi o ator escolhido para interpretar Rhett Butler em "E o Vento Levou”. Cooper rejeitou o convite, dizendo: "Vai ser o maior desastre comercial a que Hollywood já assistiu".Enganou-se.E esperaria até 1952, ano de “High Noon”, para ver consagrada a sua carreira.- Recebeu 5 indicações ao Oscar de Melhor Ator, por "O Galante Mr. Deeds" (1936), "Sargento York" (1941), "Ídola, Amante e Herói" (1942), "Por Quem os Sinos Dobram" (1943) e "Matar ou Morrer" (1952). Venceu em 1941 e 1952.- Ganhou um Oscar honorário em 1961, concedido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas em homenagem à sua carreira.- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator - Drama, por "Matar ou Morrer" (1952).
GALÃS DO CINEMA
Nem só de Divas e Deusas vive o cinema.Há que ter seu contraponto masculino,seu par romântico....No auge da época de ouro de Hollywood,muitod galãs se destacaram...
HUMPHREY BOGART
Humphrey DeForest Bogart (Nova Iorque, 25 de Dezembro de 1899 – Hollywood, 14 de Janeiro de 1957) foi um ator de cinema e teatro dos Estados Unidos, eleito pelo American Film Institute como a maior estrela masculina do cinema norte-americano de todos os tempos.Conhecido pelo público como Bogie ou Bogey, é considerado um dos grandes mitos do cinema e ganhou o Oscar de melhor ator de 1951 por seu papel em Uma Aventura na África. Morreu em 1957 vítima de câncer.Dentre seus filmes de maior sucesso estão Relíquia Macabra, O Tesouro de Sierra Madre e Casablanca .Humphrey Bogart começou sua carreira nos palcos do Brooklyn em 1921, sem nunca cursar aulas de teatro. Entre 1922 e 1925, ele apareceu em 21 produções da Broadway.Em 1934, Bogart atuou na peça "Invitation to a Murder". O produtor Arthur Hopkins o viu na peça e o escolheu para fazer parte do elenco de The Petrified Forest. A peça teve 197 apresentações em Nova York, Bogart representou o papel de Duke Mantee. Para esse personagem, um sinistro e perigoso fugitivo da cadeia, Bogart ousou na interpretação, fazendo com que o personagem andasse lentamente e encurvado, pois, segundo ele, era como ficaria se ficasse longos anos presos à correntes e bolas de aço que se usava nos presídios da época.
Quando a Warner Bros comprou os direitos da peça para filmá-la, assinou contrato com o protagonista Leslie Howard. A Warner iniciou então testes para o papel de Duke Mantee, Howard insistiu na contratação de Bogart. Sendo assim, em 1936 o filme A Floresta Petrificada foi lançado, contando ainda com a participação de Bette Davis.Bogart recebeu excelentes elogios.Em 1938, Bogart apareceu em um musical chamado Swing Your Lady no papel de um promoter. No ano posterior apareceu no filme The Return of Doctor X. Ambos filmes sem muita projeção. Entre 1936 e 1940, a Warner não lhe deu bons papéis, mas ele mesmo assim não recusava os papéis que lhe eram dados para não ser dispensado. Ele fez filmes como Racket Busters, San Quentin e You Can't Get Away With Murder. Seu melhor papel da época foi em Dead End de 1937. Ele também trabalhou em vários filmes como ator coadjuvante, entre eles o sucesso Anjos de Cara Suja / Anjos de Cara Negra. Uma característica de seus papéis dessa época, e a de que ele "morria" em quase todos os filmes. Em 1941, Bogart atuou como protagonista em Seu Último Refúgio, um roteiro que teve a participação de John Huston, seu parceiro de farra. No mesmo ano, ele também atuou no clássico film noir Relíquia Macabra, com John Huston assumindo a direção. Neste filme, ele fez o papel de Sam Spade, um investigador particular. O filme foi considerado pelo crítico de cinema Roger Joseph Ebert e pela revista Entertainment Weekly como um dos melhores filmes de todos os tempos e recebeu três indicações ao Oscar.Depois de tantos filmes de gangsters, policiais, bandidos e mocinhos, Bogart pela primeira vez faz um filme romântico/dramático, Casablanca. Lançado em 1942, o filme é um dos maiores clássicos do cinema mundial. Ele interpreta Rick Blaine, o dono de um clube na cidade de Casablanca no Marrocos. Durante as filmagens, ele e Ingrid Bergman, a protagonista feminina, quase não se falaram. Ela diria tempos depois: "Eu o beijei mas nunca o conheci".
Bogart foi indicado ao Oscar de melhor ator mas não venceu, mas Casablanca venceu na categoria melhor filme do ano .De 1943 até 1955, Bogart fez vários filmes interpetando diferentes personagens. Em 1949, ele fundou sua própria produtora, a Santana Productions.No ano de 1951, Bogart fez o filme Uma Aventura na África contracenando com Katharine Hepburn num duelo memorável de interpretações e dirigido por John Huston. Este foi seu primeiro filme colorido e seu trabalho como o barqueiro Charlie Alnutt fez com que conquistasse finalmente o Oscar de melhor ator.Em 1954, filmou A Nave da Revolta , baseado no livro homônimo de Herman Wouk, que ganhou o Prêmio Pulitzer em 1951, no papel do esquizofrênico Capitão Queeg. No mesmo ano ainda participou de Sabrina com Audrey Hepburn e William Holden e de A Condessa Descalça , com Ava Gardner.Seu último trabalho foi em A Trágica Farsa de 1956 no papel de Eddie Willis, um jornalista esportivo que vira promotor de boxe.MorteBogart bebia e fumava muito e teve câncer no esôfago. Em 1956, fez uma cirurgia para retirar o esôfago e dois linfomas, mas era tarde demais. Ele morreu em coma no dia 14 de janeiro de 1957.
HUMPHREY BOGART
Humphrey DeForest Bogart (Nova Iorque, 25 de Dezembro de 1899 – Hollywood, 14 de Janeiro de 1957) foi um ator de cinema e teatro dos Estados Unidos, eleito pelo American Film Institute como a maior estrela masculina do cinema norte-americano de todos os tempos.Conhecido pelo público como Bogie ou Bogey, é considerado um dos grandes mitos do cinema e ganhou o Oscar de melhor ator de 1951 por seu papel em Uma Aventura na África. Morreu em 1957 vítima de câncer.Dentre seus filmes de maior sucesso estão Relíquia Macabra, O Tesouro de Sierra Madre e Casablanca .Humphrey Bogart começou sua carreira nos palcos do Brooklyn em 1921, sem nunca cursar aulas de teatro. Entre 1922 e 1925, ele apareceu em 21 produções da Broadway.Em 1934, Bogart atuou na peça "Invitation to a Murder". O produtor Arthur Hopkins o viu na peça e o escolheu para fazer parte do elenco de The Petrified Forest. A peça teve 197 apresentações em Nova York, Bogart representou o papel de Duke Mantee. Para esse personagem, um sinistro e perigoso fugitivo da cadeia, Bogart ousou na interpretação, fazendo com que o personagem andasse lentamente e encurvado, pois, segundo ele, era como ficaria se ficasse longos anos presos à correntes e bolas de aço que se usava nos presídios da época.
Quando a Warner Bros comprou os direitos da peça para filmá-la, assinou contrato com o protagonista Leslie Howard. A Warner iniciou então testes para o papel de Duke Mantee, Howard insistiu na contratação de Bogart. Sendo assim, em 1936 o filme A Floresta Petrificada foi lançado, contando ainda com a participação de Bette Davis.Bogart recebeu excelentes elogios.Em 1938, Bogart apareceu em um musical chamado Swing Your Lady no papel de um promoter. No ano posterior apareceu no filme The Return of Doctor X. Ambos filmes sem muita projeção. Entre 1936 e 1940, a Warner não lhe deu bons papéis, mas ele mesmo assim não recusava os papéis que lhe eram dados para não ser dispensado. Ele fez filmes como Racket Busters, San Quentin e You Can't Get Away With Murder. Seu melhor papel da época foi em Dead End de 1937. Ele também trabalhou em vários filmes como ator coadjuvante, entre eles o sucesso Anjos de Cara Suja / Anjos de Cara Negra. Uma característica de seus papéis dessa época, e a de que ele "morria" em quase todos os filmes. Em 1941, Bogart atuou como protagonista em Seu Último Refúgio, um roteiro que teve a participação de John Huston, seu parceiro de farra. No mesmo ano, ele também atuou no clássico film noir Relíquia Macabra, com John Huston assumindo a direção. Neste filme, ele fez o papel de Sam Spade, um investigador particular. O filme foi considerado pelo crítico de cinema Roger Joseph Ebert e pela revista Entertainment Weekly como um dos melhores filmes de todos os tempos e recebeu três indicações ao Oscar.Depois de tantos filmes de gangsters, policiais, bandidos e mocinhos, Bogart pela primeira vez faz um filme romântico/dramático, Casablanca. Lançado em 1942, o filme é um dos maiores clássicos do cinema mundial. Ele interpreta Rick Blaine, o dono de um clube na cidade de Casablanca no Marrocos. Durante as filmagens, ele e Ingrid Bergman, a protagonista feminina, quase não se falaram. Ela diria tempos depois: "Eu o beijei mas nunca o conheci".
Bogart foi indicado ao Oscar de melhor ator mas não venceu, mas Casablanca venceu na categoria melhor filme do ano .De 1943 até 1955, Bogart fez vários filmes interpetando diferentes personagens. Em 1949, ele fundou sua própria produtora, a Santana Productions.No ano de 1951, Bogart fez o filme Uma Aventura na África contracenando com Katharine Hepburn num duelo memorável de interpretações e dirigido por John Huston. Este foi seu primeiro filme colorido e seu trabalho como o barqueiro Charlie Alnutt fez com que conquistasse finalmente o Oscar de melhor ator.Em 1954, filmou A Nave da Revolta , baseado no livro homônimo de Herman Wouk, que ganhou o Prêmio Pulitzer em 1951, no papel do esquizofrênico Capitão Queeg. No mesmo ano ainda participou de Sabrina com Audrey Hepburn e William Holden e de A Condessa Descalça , com Ava Gardner.Seu último trabalho foi em A Trágica Farsa de 1956 no papel de Eddie Willis, um jornalista esportivo que vira promotor de boxe.MorteBogart bebia e fumava muito e teve câncer no esôfago. Em 1956, fez uma cirurgia para retirar o esôfago e dois linfomas, mas era tarde demais. Ele morreu em coma no dia 14 de janeiro de 1957.
O CINEMA E AS MANIFESTAÇÕES POPULARES
Em época de Carnaval,vamos falar um pouco sobre Cinema como fonte de divulgação de manifestações da cultura popular de determinado país ou região.Muitos filmes valem-se destas manifestações regionais para ilustrar uma história,situar e inserir o espectador em determinado contexto,ou tal acontecimento ser palco de uma ação determinante do enredo.Por exemplo,filmes passados no Oriente Médio ,ou retratando uma família de imigrantes daquele país,podem apresentar danças,festejos e costumes locais como parte da narrativa.Em “Lavoura Arcaica”,apresentam-se tais danças típicas de uma família libanesa que vive no interior de São Paulo;filmes passados no Nordeste retratam hábitos locais....
As manifestações religiosas,de fé de um povo,são constantemente utilizadas,o que não quer dizer que se trata de filmes de caráter doutrinário:servem apenas como referência de hábitos e costumes locais.Através dos filmes,podemos ficar conhecendo rituais judaicos,muçulmanos,o costume das carpideiras em enterros católicos do Nordeste brasileiro,etc. Tais manifestações religiosas rendem cenas emocionantes,mas são as festas populares que se apresentam plasticamente belas em uma película.Voltemos ao Carnaval....Citemos como exemplo “Orfeu”,filme de Cacá Diegues,baseado na peça “Orfeu da Conceição”,de Vinícius de Moraes,que por sua vez,inspirou-se na mitologia grega,o amor entre Orfeu e Eurídice.Na peça de Vinícius,que foi montada pela primeira vez em 1956,durante o Carnaval, Orfeu, condutor de bonde e sambista que mora no morro, apaixona-se por Eurídice, uma jovem do interior que vem para o Rio de Janeiro. Ela está fugindo de um estranho fantasiado de Morte.
Como no drama grego, o amor dos dois desperta o ciúme de Mira, ex-noiva de Orfeu.O poeta teve essa inspiração, a idéia de um Orfeu sambista de grande beleza interior, em busca de sua Eurídice, desejado pelas mulheres e invejado pelos homens, enquanto lia a peça grega,ao som da batucada vinda do morro,no Rio de Janeiro.A peça ganhou duas adaptações para o Cinema:“Orfeu”:é a versão de Cacá Diegues,de 1999,com Patrícia França e o músico Toni Garrido,onde Orfeu é um popular compositor de uma escola de samba,residente na favela, e que se apaixona perdidamente por Eurídice, uma nova moradora do local. Mas entre eles existe Lucinho, chefe do tráfico, que irá modificar drasticamente a vida de ambos.Teve cenas rodadas na Marquês de Sapucaí,durante o desfile das escolas de samba de 1998.Ganhou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Fotografia e Melhor Trilha Sonora, no Grande Prêmio Cinema Brasil. Foi ainda indicado nas categorias Melhor Ator (Murilo Benício),Melhor Diretor, Melhor Lançamento e Melhor Montagem.“Orfeu do Carnaval”:versão anterior,de 1958, uma produção franco-italiana.Curiosidade: produtor do filme, Sacha Gordine, exigiu que a partitura original da peça incluísse canções inéditas. Surgiram O nosso Amor, de Tom Jobim; Felicidade, de Vinícius e Tom; Manhã de Carnaval, de Luís Bonfá; Samba de Orfeu, de Bonfá e Antônio Maria. A direção do francês Marcel Camus conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1959 e o Oscar daquele ano como melhor filme estrangeiro.
Saindo do Brasil,o Mardi Gras(nossa terça-feira de Carnaval) e os bailes de máscara de Veneza também renderam belas cenas.Como exemplo,citemos “Noites de Mardi Grãs”,musical de 1958,com Pat Boone; e “Casanova”,de Lasse Hallstrom,de 2005.
Também os esportes podem ser citados como formas de manifestações populares constantemente retratadas nos filmes.O Cinema americano está repleto de exemplos:cenas de jogos de basquete nas ruas de Nova York;histórias que retratam astros e jogos de baseball(como o “Campo dos Sonhos”);entre outros.No Cinema Nacional,o futebol fez parte de muitos filmes...”O ano em que meus pais saíram de férias”,de 2006,retrata a Copa do Mundo de 1970,por exemplo.Concluindo,o Cinema,além de beber em fontes literárias e intelectuais,pode e deve valer-se de manifestações populares,e levá-las ao conhecimento de outros.Além disso,serve como registro de tais manifestações.
GRANDES DIRETORES
Como já dissemos,quando se pensa em Cinema de autor e num diretor/roteirista/ator que revolucionou a linguagem cinematográfica tradicional,não podemos esquecer de Quentin Tarantino,nascido a 27 de março de 1963,em Knoxville, Tennessee.Segundo consta,foi seu trabalho como gerente de uma vídeo-locadora e seu acesso fácil à milhares de filmes que o torno um dos diretores mais criativos de sua geração.
Inicou sua carreira fazendo pontas em diversos filmes,como “A Hora dos mortos vivos “ e “Rei Lear”,mas isso não passa de lenda,que ajudou a enriquecer seu currículo.Mas atuou em diversas séries de TV,ao mesmo tempo em que freqüentava o Curso de Direção do Sundance Institute.Antes de estrear como diretor, uma das formas de captar recursos para seu tão sonhado filme de estréia foi vender dois roteiros seus: Amor à Queima-Roupa (1993) e Assassinos por Natureza (1994).Finalmente,estreou na direção com uma produção independente, Cães de Aluguel (1992), que foi co-produzida pelo ator Harvey Keitel, figura constante em seus filmes. Logo em seguida, dirigiu seu maior sucesso até o momento, Pulp Fiction - Tempo de Violência (1994), que ressuscitou a carreira de John Travolta, deu novo impulso para Samuel L. Jackson e Uma Thurman e ainda rendeu a a Tarantino sua primeira indicação ao Oscar, como melhor diretor.
Foi também produtor executivo do filme Parceiros do Crime (1994), do então estreante Roger Avary, seu parceiro no roteiro de "Pulp Fiction", atuou em alguns filmes de destaque, como A Balada do Pistoleiro (1995) e Um Drink no Inferno (1996) e ainda dirigiu um dos episódios da comédia Grand Hotel (1995). Já em 1997, Tarantino volta a dirigir sozinho um longa-metragem, com Jackie Brown, adaptação de um famoso livro do escritor americano Elmore Leonard. Em sua curta carreira como cineasta, os filmes de Quentin Tarantino ficaram marcados por falar do submundo,mesclando sempre doses de humor e violência.“Cães de aluguel” e “Pulp Fiction” já entraram para a história do cinema,tornaram-se Cult,com seu roteiro não linear,imagens fortes e impactantes.
DAVID LYNCH
Outro exemplo de diretor contemporâneo que imprime sua personalidade nos filmes que realiza.Nascido a 20 de janeiro de 1946,em Missoula,Montana,esse diretor notabilizou-se por criar filmes,muitas vezes,com enredos bizarros,que fogem dos padrões habituais.Seus enredos desenvolvem-se ,em geral,em pequenas cidades do interior americano,cenário para o desfile de seus personagens surpreendentes.Costuma trabalhar com um elenco quase fixo: Kyle MacLachlan, Isabella Rossellini, Laura Dern, Jack Nance, Everett McGill, Dean Stockwell, Brad Dourif, Sherilyn Fenn e Sheryl Lee,em geral,fazem parte de seus filmes.Já foi indicado ao Oscar,ao Globo de Ouro,e ao Cesar francês,entre outros prêmios...Ganhou a Palma de Ouro em Cannes por “Coração Selvagem”(1990), e o prêmio de melhor diretor por este mesmo festival,com “Mulholland Drive”(2001) .
Seus filmes mais marcantes,além dos dois citados acima,são “O homem elefante” e “Veludo Azul”.A cena da orelha humana,em close,neste último,é antológica...
WIM WENDERS
Nascido Ernst Wilhelm Wenders,em Dusseldorf,Alemanha,a 14 de agosto de 1946,este diretor teve seu auge nos anos 80. Ganhou diversos prêmios durante sua carreira.Alguns de seus filmes,como o documentário “Buena Vista Social Club”(1999),sobre a banda cubana de mesmo nome,ou “Paris,Texas”(1984),um Road movie ,filmado nos Estados Unidos,podem ser citados como obras marcantes de sua filmografia.Mas um dos mais comoventes é “Asas do Desejo”(1987),belíssima fábula sobre dois anjos que descem à terra,e um deles se rende ao amor por uma jovem trapezista.
A seguir,falemos um pouco sobre grandes diretores autorais do passado...
ORSON WELLES
Nascido George Orson Welles,em Kenosha,Wisconsin,em 6 de maio de 1915,faleceu em 10 de outubro de 1985.Diretor polêmico,recebeu várias indicações ao Oscar por seu mais célebre filme,”Cidadão Kane”(1941),no qual também atuou e escreveu o roteiro original.Possui vasta filmografia,destacando-se,ainda,”A marca da maldade”(1958) e “Soberba”(1942).Um dos episódios mais célebres de sua carreira,no entanto,não está ligado ao cinema. Em 30 de outubro de 1938, levou ao ar uma versão radiofônica de "Guerra dos Mundos", de H.G. Wells.O programa fora realizado no formato de boletins de notícias que interrompiam um programa musical, incluindo entrevistas com supostas testemunhas da invasão marciana à Terra. O programa gerou pânico nos Estados Unidos, com muitos ouvintes acreditando que os eventos narrados eram realmente verídicos. No dia seguinte Welles divulgou um pedido de desculpas pelo ocorrido mas, devido ao grande número de processos que a CBS teve que enfrentar por causa do programa, Welles e toda sua equipe foram demitidos da estação de rádio em que trabalhavam.Apesar de sua reputação como ator e diretor, manteve durante muito tempo sua licença junto a Magician's Union, além de praticar periodicamente mágicas. De acordo com Welles, assim ele poderia seguir adiante em uma carreira caso fosse impedido de seguir trabalhando no cinema.É cultuado até hoje,influenciando jovens diretores e roteiristas,e deixou sua marca pessoal em todos os trabalhos que realizou.
Em breve,voltaremos a falar sobre esse assunto!
As manifestações religiosas,de fé de um povo,são constantemente utilizadas,o que não quer dizer que se trata de filmes de caráter doutrinário:servem apenas como referência de hábitos e costumes locais.Através dos filmes,podemos ficar conhecendo rituais judaicos,muçulmanos,o costume das carpideiras em enterros católicos do Nordeste brasileiro,etc. Tais manifestações religiosas rendem cenas emocionantes,mas são as festas populares que se apresentam plasticamente belas em uma película.Voltemos ao Carnaval....Citemos como exemplo “Orfeu”,filme de Cacá Diegues,baseado na peça “Orfeu da Conceição”,de Vinícius de Moraes,que por sua vez,inspirou-se na mitologia grega,o amor entre Orfeu e Eurídice.Na peça de Vinícius,que foi montada pela primeira vez em 1956,durante o Carnaval, Orfeu, condutor de bonde e sambista que mora no morro, apaixona-se por Eurídice, uma jovem do interior que vem para o Rio de Janeiro. Ela está fugindo de um estranho fantasiado de Morte.
Como no drama grego, o amor dos dois desperta o ciúme de Mira, ex-noiva de Orfeu.O poeta teve essa inspiração, a idéia de um Orfeu sambista de grande beleza interior, em busca de sua Eurídice, desejado pelas mulheres e invejado pelos homens, enquanto lia a peça grega,ao som da batucada vinda do morro,no Rio de Janeiro.A peça ganhou duas adaptações para o Cinema:“Orfeu”:é a versão de Cacá Diegues,de 1999,com Patrícia França e o músico Toni Garrido,onde Orfeu é um popular compositor de uma escola de samba,residente na favela, e que se apaixona perdidamente por Eurídice, uma nova moradora do local. Mas entre eles existe Lucinho, chefe do tráfico, que irá modificar drasticamente a vida de ambos.Teve cenas rodadas na Marquês de Sapucaí,durante o desfile das escolas de samba de 1998.Ganhou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Fotografia e Melhor Trilha Sonora, no Grande Prêmio Cinema Brasil. Foi ainda indicado nas categorias Melhor Ator (Murilo Benício),Melhor Diretor, Melhor Lançamento e Melhor Montagem.“Orfeu do Carnaval”:versão anterior,de 1958, uma produção franco-italiana.Curiosidade: produtor do filme, Sacha Gordine, exigiu que a partitura original da peça incluísse canções inéditas. Surgiram O nosso Amor, de Tom Jobim; Felicidade, de Vinícius e Tom; Manhã de Carnaval, de Luís Bonfá; Samba de Orfeu, de Bonfá e Antônio Maria. A direção do francês Marcel Camus conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1959 e o Oscar daquele ano como melhor filme estrangeiro.
Saindo do Brasil,o Mardi Gras(nossa terça-feira de Carnaval) e os bailes de máscara de Veneza também renderam belas cenas.Como exemplo,citemos “Noites de Mardi Grãs”,musical de 1958,com Pat Boone; e “Casanova”,de Lasse Hallstrom,de 2005.
Também os esportes podem ser citados como formas de manifestações populares constantemente retratadas nos filmes.O Cinema americano está repleto de exemplos:cenas de jogos de basquete nas ruas de Nova York;histórias que retratam astros e jogos de baseball(como o “Campo dos Sonhos”);entre outros.No Cinema Nacional,o futebol fez parte de muitos filmes...”O ano em que meus pais saíram de férias”,de 2006,retrata a Copa do Mundo de 1970,por exemplo.Concluindo,o Cinema,além de beber em fontes literárias e intelectuais,pode e deve valer-se de manifestações populares,e levá-las ao conhecimento de outros.Além disso,serve como registro de tais manifestações.
GRANDES DIRETORES
Como já dissemos,quando se pensa em Cinema de autor e num diretor/roteirista/ator que revolucionou a linguagem cinematográfica tradicional,não podemos esquecer de Quentin Tarantino,nascido a 27 de março de 1963,em Knoxville, Tennessee.Segundo consta,foi seu trabalho como gerente de uma vídeo-locadora e seu acesso fácil à milhares de filmes que o torno um dos diretores mais criativos de sua geração.
Inicou sua carreira fazendo pontas em diversos filmes,como “A Hora dos mortos vivos “ e “Rei Lear”,mas isso não passa de lenda,que ajudou a enriquecer seu currículo.Mas atuou em diversas séries de TV,ao mesmo tempo em que freqüentava o Curso de Direção do Sundance Institute.Antes de estrear como diretor, uma das formas de captar recursos para seu tão sonhado filme de estréia foi vender dois roteiros seus: Amor à Queima-Roupa (1993) e Assassinos por Natureza (1994).Finalmente,estreou na direção com uma produção independente, Cães de Aluguel (1992), que foi co-produzida pelo ator Harvey Keitel, figura constante em seus filmes. Logo em seguida, dirigiu seu maior sucesso até o momento, Pulp Fiction - Tempo de Violência (1994), que ressuscitou a carreira de John Travolta, deu novo impulso para Samuel L. Jackson e Uma Thurman e ainda rendeu a a Tarantino sua primeira indicação ao Oscar, como melhor diretor.
Foi também produtor executivo do filme Parceiros do Crime (1994), do então estreante Roger Avary, seu parceiro no roteiro de "Pulp Fiction", atuou em alguns filmes de destaque, como A Balada do Pistoleiro (1995) e Um Drink no Inferno (1996) e ainda dirigiu um dos episódios da comédia Grand Hotel (1995). Já em 1997, Tarantino volta a dirigir sozinho um longa-metragem, com Jackie Brown, adaptação de um famoso livro do escritor americano Elmore Leonard. Em sua curta carreira como cineasta, os filmes de Quentin Tarantino ficaram marcados por falar do submundo,mesclando sempre doses de humor e violência.“Cães de aluguel” e “Pulp Fiction” já entraram para a história do cinema,tornaram-se Cult,com seu roteiro não linear,imagens fortes e impactantes.
DAVID LYNCH
Outro exemplo de diretor contemporâneo que imprime sua personalidade nos filmes que realiza.Nascido a 20 de janeiro de 1946,em Missoula,Montana,esse diretor notabilizou-se por criar filmes,muitas vezes,com enredos bizarros,que fogem dos padrões habituais.Seus enredos desenvolvem-se ,em geral,em pequenas cidades do interior americano,cenário para o desfile de seus personagens surpreendentes.Costuma trabalhar com um elenco quase fixo: Kyle MacLachlan, Isabella Rossellini, Laura Dern, Jack Nance, Everett McGill, Dean Stockwell, Brad Dourif, Sherilyn Fenn e Sheryl Lee,em geral,fazem parte de seus filmes.Já foi indicado ao Oscar,ao Globo de Ouro,e ao Cesar francês,entre outros prêmios...Ganhou a Palma de Ouro em Cannes por “Coração Selvagem”(1990), e o prêmio de melhor diretor por este mesmo festival,com “Mulholland Drive”(2001) .
Seus filmes mais marcantes,além dos dois citados acima,são “O homem elefante” e “Veludo Azul”.A cena da orelha humana,em close,neste último,é antológica...
WIM WENDERS
Nascido Ernst Wilhelm Wenders,em Dusseldorf,Alemanha,a 14 de agosto de 1946,este diretor teve seu auge nos anos 80. Ganhou diversos prêmios durante sua carreira.Alguns de seus filmes,como o documentário “Buena Vista Social Club”(1999),sobre a banda cubana de mesmo nome,ou “Paris,Texas”(1984),um Road movie ,filmado nos Estados Unidos,podem ser citados como obras marcantes de sua filmografia.Mas um dos mais comoventes é “Asas do Desejo”(1987),belíssima fábula sobre dois anjos que descem à terra,e um deles se rende ao amor por uma jovem trapezista.
A seguir,falemos um pouco sobre grandes diretores autorais do passado...
ORSON WELLES
Nascido George Orson Welles,em Kenosha,Wisconsin,em 6 de maio de 1915,faleceu em 10 de outubro de 1985.Diretor polêmico,recebeu várias indicações ao Oscar por seu mais célebre filme,”Cidadão Kane”(1941),no qual também atuou e escreveu o roteiro original.Possui vasta filmografia,destacando-se,ainda,”A marca da maldade”(1958) e “Soberba”(1942).Um dos episódios mais célebres de sua carreira,no entanto,não está ligado ao cinema. Em 30 de outubro de 1938, levou ao ar uma versão radiofônica de "Guerra dos Mundos", de H.G. Wells.O programa fora realizado no formato de boletins de notícias que interrompiam um programa musical, incluindo entrevistas com supostas testemunhas da invasão marciana à Terra. O programa gerou pânico nos Estados Unidos, com muitos ouvintes acreditando que os eventos narrados eram realmente verídicos. No dia seguinte Welles divulgou um pedido de desculpas pelo ocorrido mas, devido ao grande número de processos que a CBS teve que enfrentar por causa do programa, Welles e toda sua equipe foram demitidos da estação de rádio em que trabalhavam.Apesar de sua reputação como ator e diretor, manteve durante muito tempo sua licença junto a Magician's Union, além de praticar periodicamente mágicas. De acordo com Welles, assim ele poderia seguir adiante em uma carreira caso fosse impedido de seguir trabalhando no cinema.É cultuado até hoje,influenciando jovens diretores e roteiristas,e deixou sua marca pessoal em todos os trabalhos que realizou.
Em breve,voltaremos a falar sobre esse assunto!
sábado, 14 de fevereiro de 2009
CINEMA E ARTES
Já discutimos aqui o Cinema e sua relação com a Mídia,a Educação....Vamos falar um pouco sobre o Cinema e sua relação com as Artes em geral.Como sabem,o Cinema é chamado de “Sétima Arte”.Nada mais justo,pois é uma linguagem que abrange todas as manifestações artísticas em um só veículo : fotografia,Artes Plásticas,Literatura,Música,Escultura,Arquitetura....todas estas manifestações podem ser vistas em um filme,não apenas em sua concepção técnica,em sua elaboração propriamente dita,como já visto aqui,mas também divulgando as Artes em forma de uma história a ser contada.A Literatura é fonte inesgotável de inspiração para o Cinema.A maioria dos roteiros é inspirado em obras literárias,de escritores clássicos a contemporâneos.Essa fusão de linguagens ajuda,muitas vezes,a divulgar um escritor iniciante,ou popularizar um escritor conhecido apenas nos meios mais acadêmicos.
Como exemplo,no Brasil,podemos citar o jovem Paulo Lins,que ao ter seu livro utilizado como fonte de inspiração para “Cidade de Deus”,passou a ser respeitado e conhecido pela mídia e público em geral.O mesmo ocorre na Literatura Mundial.:nomes clássicos,como Oscar Wilde,Emile Brönte,Shakespeare,e contemporâneos,como Saramago,Gabriel Garcia Marquez,Anne Rice,J.R.Tolkien,entre outros,tiveram suas obras adaptadas para o Cinema,com sucesso.O caminho inverso também pode ocorrer,um ótimo roteiro virar livro—mais um modo do mercado editorial faturar em cima de um filme de sucesso.E também a poesia pode ser divulgada por um filme.Poemas declamados por um personagem em determinado filme podem tornar-se populares da noite para o dia,como aconteceu com o poema de W.H.Auden,”Funeral Blues” recitado no filme “Quatro casamentos e um funeral”,de Mike Newell.
A fotografia é parte imprescindível de um filme,não podendo,de modo algum estar dissociada desse,como já vimos.O mesmo vale para a Arquitetura,utilizada na construção de cenários,por exemplo.A Música,Artes Plásticas,Escultura podem tanto ser divulgadas como parte integrante de um filme,como de modo indireto,se a história abordar a vida de um artista.Como parte de um filme,canções da música popular americana;música clássica,e outras passam a se tornar o hit do momento;já as esculturas e quadros podem fazer parte do cenário,mas normalmente não são “absorvidas” pelo grande público,a não ser que façam parte do enredo.Chegamos agora às biografias.A arte imita a vida,e nada como uma vida rica em dramas,de um artista de talento,para render um bom filme e tornar sua arte popular.
Um dos exemplos mais marcantes é o filme “Camille Claudel”,que narra a vida do escultor Auguste Rodin,e sua amante,também escultora,que viveu sob sua sombra,até morrer.Com interpretações memoráveis de Gerard Depardieu e Isabelle Adjani,esse filme tornou popular a obra desse mestre até mesmo aqui no Brasil,onde filas eram formadas para conhecer sua obra,nos anos 90,em São Paulo.Pintores de renome também renderam boas biografias:Picasso(“Os amores de Picasso”,com o excelente Anthony Hopkins);Basquiat,traços de uma vida( narrando a vida do ex-mendigo que tornou-se um gênio das artes plásticas,em Nova York,nos anos 80) ,Modigliani(com Andy Garcia,no filme que leva o nome do biografado);o pintor holandês Vermeer(no tocante “Moça com brinco de pérola”).....Enfim,um campo vastíssimo,com muito ainda a ser explorado.
Como exemplo,no Brasil,podemos citar o jovem Paulo Lins,que ao ter seu livro utilizado como fonte de inspiração para “Cidade de Deus”,passou a ser respeitado e conhecido pela mídia e público em geral.O mesmo ocorre na Literatura Mundial.:nomes clássicos,como Oscar Wilde,Emile Brönte,Shakespeare,e contemporâneos,como Saramago,Gabriel Garcia Marquez,Anne Rice,J.R.Tolkien,entre outros,tiveram suas obras adaptadas para o Cinema,com sucesso.O caminho inverso também pode ocorrer,um ótimo roteiro virar livro—mais um modo do mercado editorial faturar em cima de um filme de sucesso.E também a poesia pode ser divulgada por um filme.Poemas declamados por um personagem em determinado filme podem tornar-se populares da noite para o dia,como aconteceu com o poema de W.H.Auden,”Funeral Blues” recitado no filme “Quatro casamentos e um funeral”,de Mike Newell.
A fotografia é parte imprescindível de um filme,não podendo,de modo algum estar dissociada desse,como já vimos.O mesmo vale para a Arquitetura,utilizada na construção de cenários,por exemplo.A Música,Artes Plásticas,Escultura podem tanto ser divulgadas como parte integrante de um filme,como de modo indireto,se a história abordar a vida de um artista.Como parte de um filme,canções da música popular americana;música clássica,e outras passam a se tornar o hit do momento;já as esculturas e quadros podem fazer parte do cenário,mas normalmente não são “absorvidas” pelo grande público,a não ser que façam parte do enredo.Chegamos agora às biografias.A arte imita a vida,e nada como uma vida rica em dramas,de um artista de talento,para render um bom filme e tornar sua arte popular.
Um dos exemplos mais marcantes é o filme “Camille Claudel”,que narra a vida do escultor Auguste Rodin,e sua amante,também escultora,que viveu sob sua sombra,até morrer.Com interpretações memoráveis de Gerard Depardieu e Isabelle Adjani,esse filme tornou popular a obra desse mestre até mesmo aqui no Brasil,onde filas eram formadas para conhecer sua obra,nos anos 90,em São Paulo.Pintores de renome também renderam boas biografias:Picasso(“Os amores de Picasso”,com o excelente Anthony Hopkins);Basquiat,traços de uma vida( narrando a vida do ex-mendigo que tornou-se um gênio das artes plásticas,em Nova York,nos anos 80) ,Modigliani(com Andy Garcia,no filme que leva o nome do biografado);o pintor holandês Vermeer(no tocante “Moça com brinco de pérola”).....Enfim,um campo vastíssimo,com muito ainda a ser explorado.
Marilyn Monroe e JFK
FONTE:Estadão-14/02/2009
O pecado sempre morou ao lado de Marilyn Monroe e John Kennedy
Para François Forestier, escritor,a atriz era uma suicida em potencial e a morte do presidente é segredo da CIA
Ele era adorado por sua simpatia, destemor e saudável bronzeado, mas não passava de um homem egoísta, constantemente doente e maníaco sexual. Ela era amada pela estonteante beleza, carisma e sex-appeal, mas era uma mulher depressiva, viciada em remédios e de higiene quase inexistente. John Fitzgerald Kennedy (1917-1963) e Marilyn Monroe (1926-1962) ainda habitam o imaginário de milhões de pessoas como exemplos na política e no cinema. Mas não para o romancista e crítico de cinema francês François Forestier, que destrinchou a vida de ambos no livro Marilyn e JFK (tradução de Jorge Bastos, 216 páginas), que a editora Objetiva lança na terça-feira.
Durante seis anos, o maior símbolo sexual dos Estados Unidos e o senador que se tornou presidente tentaram manter em segredo um relacionamento amoroso. O caso não se tornou público por conta de precauções da imprensa, mas um farto material foi coletado pela espionagem da máfia, FBI e da inimiga KGB. Afinal, a América vivia a insanidade da Guerra Fria, o que justificava o voyeurismo do Estado, as chantagens, manipulações, eleições compradas e dinheiro ilícito.Forestier conta, logo na abertura do livro, que se valeu de um defeito crucial para ir fundo na pesquisa: uma má índole. De fato, o fel transborda em quase todas as páginas, na construção do retrato de um casal doentio.
Nascida Norma Jeane, Marilyn era uma manipuladora da piedade. Conhecida por comédias memoráveis como Quanto Mais Quente Melhor, ela era, na verdade, segundo Forestier, uma atriz egoísta, que não se importava com os colegas. Utilizava o sexo como forma de conquista, habitualmente acordando em lençóis estranhos. Também era viciada em remédios, que criavam um sono artificial e um universo fictício, que a levaram à morte.
Talhado para ser presidente da República pelo pai, Joe Kennedy, ele mesmo um homem racista e afundado em negócios sujos, John era um político que se esquivava de problemas importantes e se concentrava nas mulheres, inúmeras, que frequentavam sua cama, para sexo de, no máximo, 15 minutos. Terminou assassinado, caindo no colo da primeira-dama, Jacqueline, que suportava o adultério em troca da fama. Sobre essa face podre da América dos anos 1960, Forestier respondeu por e-mail às seguintes perguntas do Estado.
Como um chefe de Estado mantia relações sexuais com tantas mulheres, e, ao mesmo tempo, comandava uma nação?Naqueles dias felizes, todos os jornalistas e escritores estavam cientes do fato de que o presidente exagerava, traindo sua mulher como um louco. Mas eles se sentiam obrigados a não comentar nada. Quando um cidadão enviou fotos de JFK com outra mulher, nenhum jornal publicou. Quando Phil Graham, o chefão do jornal Washington Post, declarou publicamente que o presidente colecionava affaires e amantes, nenhuma revista divulgou. Havia um consenso: a vida privada do presidente estava além dos limites. Mas, como Kennedy conseguia governar o país, é um mistério. Como vivia doente, ele funcionava adequadamente apenas algumas horas por dia, tirando uma soneca às tardes e divertidas sestas à noite... Alguém disse que JFK gastou metade do seu tempo perseguindo as mulheres, e a outra metade pensando nisso. Acho que ele era muito rápido, com certeza.
No prólogo, você confessa ter a má índole necessária para escrever tal livro. Era preciso tanto assim?Sim. Se tentar dizer a alguém que Marilyn não era uma santa, mas uma mulher suja e manipuladora, você é olhado como louco. Se falar algo sobre a imoralidade de JFK, a mesma reação. Assim, para trazer a verdade, é preciso enfrentar preconceitos. E mau humor é um instrumento necessário. Sem isso, o jornalismo é possível. Meus melhores amigos são mal-humorados. Marilyn Monroe tinha fama de ser uma mulher inteligente.Não concordo. Ela era uma mulher astuta, mas para usar as pessoas, provocá-las, deixá-las enfeitiçadas por ela. Marilyn também não era profissional, deixava a equipe de filmagem esperando, não decorava suas falas e era totalmente inacessível. Não tinha respeito pelos colegas de trabalho. Fez também estranhas exigências para a Twentieth Century Fox e, quando se tornou produtora, foi péssima. Sua inteligência era um mito. Além disso, ela era mentalmente insana e, como atriz, logo decaiu. Acredito que, se vivesse mais alguns anos, Marilyn acabaria internada em uma clínica, como sua mãe.
Por seis anos, JFK e Marilyn se relacionaram. Era apenas sexo? A relação era sincera?Acredito que, no início, era apenas sexo. Eles se conheceram quando JFK era um senador (casado) e Marilyn, uma starlet. Kennedy era incapaz de amar e Marilyn, incapaz de sustentar uma relação. Ambos eram carentes de amor. Em todo caso, descobriram uma forma de relacionamento. Ela lhe deu sexo, que foi seu melhor presente uma vez que era frígida (ela disse isso a seu analista); ele retribuiu com um sopro de energia e de esperança. Os dois eram desiludidos. De alguma forma, encontraram um raio de luz, algo que, por breves momentos, pareceu ser amor. Talvez eles tenham tido, durante um segundo apenas, uma verdadeira história de amor.
Seu livro traz alguma novidade sobre a morte de Kennedy?Não, nenhuma. Mas traz novidade sobre sua vida: era um homem cuja moralidade era inexistente. Ele foi criado por um homem crente que o dinheiro podia comprar tudo e que seus filhos eram de uma casta superior. Um pai simpatizante do nazismo, além de gângster. Ele legou valores desvirtuados aos filhos. E suas filhas não eram nada. Quanto à morte do JFK, penso que houve uma diabólica aliança entre os exilados cubanos e a plebe. No mês anterior, houve dois atentados contra a sua vida, com o mesmo modus operandi: um atirador com experiência cubana e, à sombra, um grande chefão da máfia, provavelmente Carlos Marcello.
A política atual é diferente?Sim. Pense no escândalo Clinton-Lewinsky. E Clinton não fez nem uma fração do que JFK estava acostumado. Estranhamente, os americanos se preocupam com a vida privada de seus líderes. Quando pararem com isso (como acontece na França, onde ninguém dá atenção com quem Mitterrand ou Sarkozy dormiram), então, a era dos escândalos sexuais estará sepultada. Quanto às "relações políticas", no sentido político, não, nada mudou. Eles serão sempre políticos - nada confiáveis para cuidar de seu cão por uma noite.
O pecado sempre morou ao lado de Marilyn Monroe e John Kennedy
Para François Forestier, escritor,a atriz era uma suicida em potencial e a morte do presidente é segredo da CIA
Ele era adorado por sua simpatia, destemor e saudável bronzeado, mas não passava de um homem egoísta, constantemente doente e maníaco sexual. Ela era amada pela estonteante beleza, carisma e sex-appeal, mas era uma mulher depressiva, viciada em remédios e de higiene quase inexistente. John Fitzgerald Kennedy (1917-1963) e Marilyn Monroe (1926-1962) ainda habitam o imaginário de milhões de pessoas como exemplos na política e no cinema. Mas não para o romancista e crítico de cinema francês François Forestier, que destrinchou a vida de ambos no livro Marilyn e JFK (tradução de Jorge Bastos, 216 páginas), que a editora Objetiva lança na terça-feira.
Durante seis anos, o maior símbolo sexual dos Estados Unidos e o senador que se tornou presidente tentaram manter em segredo um relacionamento amoroso. O caso não se tornou público por conta de precauções da imprensa, mas um farto material foi coletado pela espionagem da máfia, FBI e da inimiga KGB. Afinal, a América vivia a insanidade da Guerra Fria, o que justificava o voyeurismo do Estado, as chantagens, manipulações, eleições compradas e dinheiro ilícito.Forestier conta, logo na abertura do livro, que se valeu de um defeito crucial para ir fundo na pesquisa: uma má índole. De fato, o fel transborda em quase todas as páginas, na construção do retrato de um casal doentio.
Nascida Norma Jeane, Marilyn era uma manipuladora da piedade. Conhecida por comédias memoráveis como Quanto Mais Quente Melhor, ela era, na verdade, segundo Forestier, uma atriz egoísta, que não se importava com os colegas. Utilizava o sexo como forma de conquista, habitualmente acordando em lençóis estranhos. Também era viciada em remédios, que criavam um sono artificial e um universo fictício, que a levaram à morte.
Talhado para ser presidente da República pelo pai, Joe Kennedy, ele mesmo um homem racista e afundado em negócios sujos, John era um político que se esquivava de problemas importantes e se concentrava nas mulheres, inúmeras, que frequentavam sua cama, para sexo de, no máximo, 15 minutos. Terminou assassinado, caindo no colo da primeira-dama, Jacqueline, que suportava o adultério em troca da fama. Sobre essa face podre da América dos anos 1960, Forestier respondeu por e-mail às seguintes perguntas do Estado.
Como um chefe de Estado mantia relações sexuais com tantas mulheres, e, ao mesmo tempo, comandava uma nação?Naqueles dias felizes, todos os jornalistas e escritores estavam cientes do fato de que o presidente exagerava, traindo sua mulher como um louco. Mas eles se sentiam obrigados a não comentar nada. Quando um cidadão enviou fotos de JFK com outra mulher, nenhum jornal publicou. Quando Phil Graham, o chefão do jornal Washington Post, declarou publicamente que o presidente colecionava affaires e amantes, nenhuma revista divulgou. Havia um consenso: a vida privada do presidente estava além dos limites. Mas, como Kennedy conseguia governar o país, é um mistério. Como vivia doente, ele funcionava adequadamente apenas algumas horas por dia, tirando uma soneca às tardes e divertidas sestas à noite... Alguém disse que JFK gastou metade do seu tempo perseguindo as mulheres, e a outra metade pensando nisso. Acho que ele era muito rápido, com certeza.
No prólogo, você confessa ter a má índole necessária para escrever tal livro. Era preciso tanto assim?Sim. Se tentar dizer a alguém que Marilyn não era uma santa, mas uma mulher suja e manipuladora, você é olhado como louco. Se falar algo sobre a imoralidade de JFK, a mesma reação. Assim, para trazer a verdade, é preciso enfrentar preconceitos. E mau humor é um instrumento necessário. Sem isso, o jornalismo é possível. Meus melhores amigos são mal-humorados. Marilyn Monroe tinha fama de ser uma mulher inteligente.Não concordo. Ela era uma mulher astuta, mas para usar as pessoas, provocá-las, deixá-las enfeitiçadas por ela. Marilyn também não era profissional, deixava a equipe de filmagem esperando, não decorava suas falas e era totalmente inacessível. Não tinha respeito pelos colegas de trabalho. Fez também estranhas exigências para a Twentieth Century Fox e, quando se tornou produtora, foi péssima. Sua inteligência era um mito. Além disso, ela era mentalmente insana e, como atriz, logo decaiu. Acredito que, se vivesse mais alguns anos, Marilyn acabaria internada em uma clínica, como sua mãe.
Por seis anos, JFK e Marilyn se relacionaram. Era apenas sexo? A relação era sincera?Acredito que, no início, era apenas sexo. Eles se conheceram quando JFK era um senador (casado) e Marilyn, uma starlet. Kennedy era incapaz de amar e Marilyn, incapaz de sustentar uma relação. Ambos eram carentes de amor. Em todo caso, descobriram uma forma de relacionamento. Ela lhe deu sexo, que foi seu melhor presente uma vez que era frígida (ela disse isso a seu analista); ele retribuiu com um sopro de energia e de esperança. Os dois eram desiludidos. De alguma forma, encontraram um raio de luz, algo que, por breves momentos, pareceu ser amor. Talvez eles tenham tido, durante um segundo apenas, uma verdadeira história de amor.
Seu livro traz alguma novidade sobre a morte de Kennedy?Não, nenhuma. Mas traz novidade sobre sua vida: era um homem cuja moralidade era inexistente. Ele foi criado por um homem crente que o dinheiro podia comprar tudo e que seus filhos eram de uma casta superior. Um pai simpatizante do nazismo, além de gângster. Ele legou valores desvirtuados aos filhos. E suas filhas não eram nada. Quanto à morte do JFK, penso que houve uma diabólica aliança entre os exilados cubanos e a plebe. No mês anterior, houve dois atentados contra a sua vida, com o mesmo modus operandi: um atirador com experiência cubana e, à sombra, um grande chefão da máfia, provavelmente Carlos Marcello.
A política atual é diferente?Sim. Pense no escândalo Clinton-Lewinsky. E Clinton não fez nem uma fração do que JFK estava acostumado. Estranhamente, os americanos se preocupam com a vida privada de seus líderes. Quando pararem com isso (como acontece na França, onde ninguém dá atenção com quem Mitterrand ou Sarkozy dormiram), então, a era dos escândalos sexuais estará sepultada. Quanto às "relações políticas", no sentido político, não, nada mudou. Eles serão sempre políticos - nada confiáveis para cuidar de seu cão por uma noite.
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